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Melasma: o que é, por que surge e como tratar corretamente

  • Foto do escritor: Isa Mandarini
    Isa Mandarini
  • 16 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

O melasma é uma das queixas mais comuns nos consultórios de estética e dermatologia, especialmente entre mulheres adultas. Trata-se de uma condição crônica, multifatorial e recidivante, que vai muito além de uma simples “mancha na pele”. Entender o melasma de forma aprofundada é essencial para conduzir tratamentos eficazes, seguros e com resultados reais a longo prazo.


Neste artigo, vamos abordar o melasma em uma perspectiva inicial e completa: o que é, por que surge, como se manifesta, quais fatores agravam o quadro e quais são os princípios corretos de tratamento. Nos próximos conteúdos, aprofundaremos estratégias específicas, protocolos e abordagens avançadas.


Este conteúdo foi desenvolvido com base em princípios de estética científica, respeitando as diretrizes atuais de produção de conteúdo útil, educativo e confiável. O objetivo é informar, orientar e preparar a paciente para decisões conscientes sobre o tratamento do melasma, sempre com acompanhamento profissional.



O que é melasma?


O melasma é uma hiperpigmentação adquirida, caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas ou amarronzadas, geralmente simétricas, que acometem principalmente o rosto — regiões como bochechas, testa, nariz e buço são as mais afetadas.


Diferente de manchas pontuais, o melasma é resultado de uma hiperatividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Essa produção excessiva não ocorre de forma isolada, mas sim como resposta a estímulos internos e externos.


É importante destacar que o melasma não é uma doença contagiosa, não oferece risco à saúde sistêmica, mas pode impactar de forma significativa a autoestima, a autoconfiança e a qualidade de vida da paciente.


Por que o melasma surge?


O melasma possui origem multifatorial, ou seja, não existe uma única causa. Ele surge a partir da combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e inflamatórios.


Os principais fatores envolvidos são:


1. Predisposição genética

Pessoas com histórico familiar de melasma apresentam maior risco de desenvolver a condição. A genética influencia tanto a resposta dos melanócitos quanto a sensibilidade da pele a estímulos externos.


2. Radiação solar e luz visível

A exposição ao sol é um dos principais gatilhos do melasma. Os raios UV estimulam diretamente os melanócitos, intensificando a produção de melanina. Além disso, a luz visível (inclusive a luz azul) também tem papel relevante na piora do quadro, especialmente em peles mais morenas.


3. Alterações hormonais

O melasma é extremamente comum em mulheres devido à influência hormonal. Gestação, uso de anticoncepcionais, terapias hormonais e alterações endócrinas podem estimular a pigmentação excessiva.


4. Processos inflamatórios na pele

Acne, procedimentos agressivos, uso inadequado de cosméticos e qualquer processo inflamatório podem desencadear ou agravar o melasma. Esse mecanismo é conhecido como hiperpigmentação pós-inflamatória associada ao melasma.


5. Estresse e fatores sistêmicos

O estresse crônico pode influenciar a produção de hormônios e mediadores inflamatórios, impactando diretamente a pele. Além disso, distúrbios metabólicos e intestinais também podem atuar como fatores indiretos.


Como o melasma se manifesta na pele?


O melasma pode se apresentar de diferentes formas, variando de pessoa para pessoa. As manchas costumam ser:


  • Tons de marrom claro a marrom escuro


  • Bordas irregulares, porém bem delimitadas


  • Distribuição simétrica


  • Mais evidentes após exposição solar


Do ponto de vista clínico, o melasma pode ser classificado conforme a profundidade do pigmento:


Epidérmico: pigmento localizado nas camadas superficiais da pele


Dérmico: pigmento mais profundo, com resposta mais difícil ao tratamento


Misto: combinação das duas formas, sendo a mais comum


Essa classificação é fundamental para definir a estratégia terapêutica adequada.


Melasma tem cura?


Essa é uma das perguntas mais frequentes — e também uma das mais importantes.


O melasma não possui cura definitiva, pois está ligado a fatores internos e externos contínuos. No entanto, ele pode ser controlado de forma eficaz, com clareamento significativo das manchas, melhora da textura da pele e manutenção dos resultados a longo prazo.


O sucesso do tratamento depende de:


  1. Diagnóstico correto


  2. Abordagem personalizada


  3. Associação de tratamentos em cabine e cuidados domiciliares


  4. Fotoproteção rigorosa e contínua


  5. Acompanhamento profissional


Como tratar o melasma corretamente?


O tratamento do melasma deve ser integrativo e progressivo, nunca agressivo. Protocolos isolados ou soluções milagrosas tendem a falhar e, muitas vezes, piorar o quadro.


De forma geral, os pilares do tratamento incluem:


1. Fotoproteção estratégica


O uso diário e correto de protetor solar é indispensável. Em muitos casos, é necessário associar filtros físicos, químicos e proteção contra luz visível.


2. Controle da inflamação


Antes de clarear, é fundamental estabilizar a pele, reduzindo inflamações e fortalecendo a barreira cutânea.


3. Ativos clareadores adequados


A escolha dos ativos deve respeitar o tipo de pele, a profundidade do melasma e a tolerância individual, evitando fórmulas irritativas.


4. Tratamentos estéticos personalizados


Procedimentos como peelings, microagulhamento, tecnologias e protocolos exclusivos podem ser aliados, desde que bem indicados e executados com critério técnico.


5. Manutenção contínua


O melasma exige manutenção. Mesmo após o clareamento, os cuidados devem ser mantidos para evitar recidivas.



Considerações finais


O melasma é uma condição de pele complexa e crônica, que exige conhecimento técnico, estratégia e acompanhamento profissional contínuo. Tratamentos genéricos ou soluções imediatistas tendem a frustrar e agravar o quadro ao longo do tempo.


Resultados reais dependem de avaliação individualizada, protocolos bem indicados e cuidados constantes, sempre respeitando o tipo de pele e os fatores desencadeantes do melasma.


Aqui na Clínica Divina Pele – Estética Humanizada, o tratamento do melasma é conduzido com protocolos personalizados e foco na saúde da pele, visando controle seguro, prevenção de recidivas e manutenção dos resultados.


Se você busca um tratamento eficaz para melasma em São José do Rio Preto, uma avaliação profissional é o primeiro passo para definir a melhor estratégia para o seu caso.


Agende sua consulta de pele e descubra o tratamento mais indicado para você.


Te esperamos!

 
 
 

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